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depoimentos
Higor Borges Lima

“Tenho 23 anos e sou estudante do segundo ano de Direito na Escola da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. Durante toda a minha vida estudei em colégios públicos na região de Santo Amaro, e em 2012, depois de passar no vestibular da Escola (em primeiro lugar) e no da USP - Largo de São Francisco (manhã) - decidi ficar aqui. Gostaria de sintetizar minha história, mas desde já ressaltar que mais importante de que os fatos da minha caminhada pessoal até aqui é mostrar a importância de uma iniciativa como a do Endowment. De cara, já posso dizer: seguramente eu não teria escolhido essa Escola se não fosse pelas bolsas do fundo – e digo isso com sinceridade.

Lembro o gosto de doçura e amargura quando fui aprovado em primeiro lugar no vestibular da FGV. Gritos eufóricos, família em prantos. Fora isso, porém, um olhar realista me mostrava que a Escola simplesmente não era uma opção: um curso integral durante três anos, com mensalidades à beira dos R$4000,00, para alguém como eu, que não poderia contar com qualquer ajuda dos pais para manter-se na faculdade (e provavelmente ainda teria de contribuir de alguma maneira para as contas), nenhuma saída parecia viável aqui. Mesmo que tivesse uma bolsa integral via empréstimo para cobrir as mensalidades (o que beira o inimaginável), os custos indiretos da Escola eram proibitivos. O sonho de cursar a GV já nascera morto.

Nesse cenário, eu estava convicto de que dependia dos resultados do Largo de São Francisco para decidir meu curso. A GV estava fora de cogitação, e como eu havia passado no vestibular da PUC, poderia financiar o curso. Caso passasse Largo de São Francisco (noturno ou matutino), para lá iria. Em qualquer uma dessas opções eu teria de trabalhar duro e estudar o quanto desse.

O Endowment veio para mudar isso. Numa conversa com o Prof. Oscar Vilhena, eu soube que a Escola estava interessada em oferecer, em caráter experimental, uma bolsa integral de isenção das mensalidades acompanhada de uma bolsa manutenção oferecida pela Associação Endowment, ligada à Associação de Ex-alunos. Conversei com uma das idealizadoras do fundo, alguns funcionários, e fui para casa com a melhor de todas as decisões para tomar: ou estudava na USP (nessa altura eu já sabia que passara na FUVEST, o que significava que eu poderia ir para o Largo de São Francisco, apenas com o ônus de ter de estagiar desde o início), ou ficava na Escola que tinha, em minha opinião desde então, o melhor currículo de São Paulo, recebendo para que pudesse me dedicar integralmente aos estudos. Desnecessário dizer que escolhi a GV.

Esses são os fatos. Agora, como traduzir o que eles significam? Estou tentando fugir de chavões socioeconômicos e linguagem excessivamente emotiva, mas de alguma forma sinto que é preciso mostrar a grandiosidade é ter uma chance dessas. Meus pais nunca cursaram o ensino superior (na família inteira foram duas pessoas), nunca estudei num colégio de elite e minhas perspectivas se resumiam enfrentar longas horas de trabalho e algumas horas de estudo, na medida do possível. Graças à Escola e ao Endowment, mais do que uma escolha baseada nas minhas restrições, pude fazer uma escolha qualitativa de que lugar eu gostaria de frequentar.

O que fica claro é que estar na GV significa contemplar não a mim, produto dos sacrifícios alheios, mas a realidade de um país que não pode mais conviver com destinos traçados desde o nascimento. Significa ter uma oportunidade única, singular, especial de aprender como meu conhecimento pode – e deve – ser revertido para algum bem no lugar onde vivo, como fazem com dinheiro aqueles que mantêm essas bolsas. Significa passar a dever muito a pessoas que idealizam uma faculdade (ou Escola) onde as facilidades para o estudo não sejam só formais (afinal, é irreal esperar que um jovem pobre sobreviva de livros e apostilas, mesmo que não pague mensalidades), mas de fato. Significa fazer parte de uma comunidade de pessoas que pensam, estão preocupadas e agem. Mais pessoalmente, significa retribuir com eficiência os investimentos dos meus pais, professores e amigos.

Concluo de forma simples: a importância do fundo do Endowment é imensa. Espero que outras pessoas sejam ajudadas, e tomara que elas tenham mais talento de que eu, precisem mais do que eu, sejam mais dedicadas, mais promissoras e façam mais diferença no futuro. E espero que mais pessoas acreditem no Endowment também, afi nal é perturbador imaginar que muitos, por nascerem pobres, já começam, a despeito de seu potencial, com seus caminhos traçados. O Brasil não precisa ser assim.”

Guilherme Santiago

“Felizmente, com 17 anos, depois de ter estudado na Escola Técnica Estadual Jaraguá, fui aprovado na GV e um dos alunos escolhidos para receber o benefício da bolsa do Endowment e de uma bolsa integral de estudos.

O curso de Direito é em período integral, o que impossibilita a realização de um estágio remunerado para que eu possa custear minhas despesas diárias na faculdade, o que sempre me preocupou devido a minha situação financeira, porém, através da bolsa do Endowment, posso me concentrar inteiramente aos estudos, afinal de contas, o valor de 850 reais da bolsa custeia minhas principais despesas como alimentação, transporte e material de estudo.

Meu pai, que nunca teve grandes possibilidades de estudo e que teve que começar a trabalhar muito cedo para se sustentar, não poderia estar mais orgulhoso, ele já tinha o desejo de me ver em uma grande faculdade como a FGV e quando recebeu a notícia que eu havia conseguido a bolsa do Endowment ficou muito feliz e agradece todos os dias por essa oportunidade, que ele nunca teve e sempre sonhou para seu filho. Esse mesmo desejo é estendido a minha mãe, que sempre me apoiou e orientou aos estudos, ela se sente realizada em me ver, tão jovem, alcançar meus objetivos acadêmicos e ainda conseguir custear minhas despesas

A bolsa é muito importante para alunos com condições socioeconômicas como a minha, principalmente na manutenção do curso, proporcionando uma condição de segurança que permite a dedicação exclusiva do aluno, o que é fundamental para a continuidade do curso de direito.

Espero que a iniciativa continue e que possa ajudar muitos outros futuros alunos, aumentando a diversidade socioeconômica na Direito GV.“

depoimentos
Virgínia Rodrigues de Carvalho

“Naturalmente, ganhar a isenção de mensalidade na Escola de Direito de São Paulo já se constitui um passo enorme e uma verdadeira conquista. Porém, as dificuldades ainda existiam. Como sou de Campinas, interior de São Paulo, sabia que ainda assim seria difícil me manter em São Paulo, com os custos de moradia, alimentação além de todos os custos que uma faculdade de Direito possui.

'Receber a bolsa de manutenção do Endowment foi de suma importância para que eu pudesse ter a oportunidade de cursar Direito em uma Fundação como a Getulio Vargas. Proporcionou- me assim a oportunidade de alugar um lugar para morar, além de poder comprar os livros e materiais necessários. Certamente, foi uma conquista e uma alegria sem igual para mim e minha família, que de origem simples se esforçam muito para me manter em uma cidade extremamente cara, como São Paulo. O meu desejo é futuramente, quando formada, poder contribuir para que outras pessoas assim como eu, sejam reconhecidas e possam demonstrar seu talento, ainda que não tenham condições de pagar um curso em uma universidade como a Direito GV, sendo privilegiadas com uma bolsa e auxílio de custos. É um projeto inovador e merecedor de toda atenção e respeito. Um país que deseja ser grande deve investir em que ainda não terminou de crescer.”

Itamize Oliveira Nascimento

“Durante o ensino médio, com muito empenho e apoio do ISMART - Instituto para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos, estudei em uma boa escola e passei no vestibular da DIREITO GV. O que o auxílio financeiro fornecido pelo Endowment me proporciona é o aproveitamento que antes se mostrava impossível. As despesas demandadas pela GV, com livros, com transporte, pois moro no bairro do Campo Limpo, distante do centro, e alimentação, por exemplo, não poderiam ser encaixadas nas finanças de minha família, que tem um negócio próprio de confecção. Pequeno negócio familiar. O que significa que, mesmo com a isenção da mensalidade, eu não poderia estudar aqui. Cursando o primeiro semestre, percebo que teria desperdiçado um potencial que só a GV poderia explorar. O Endowment, então, foi o meio que permitiu que eu não perdesse a oportunidade de estudos por falta de recursos.”

Envie seu depoimento para contato@edireitogv.com.br.


A manutenção do aluno durante o curso

Democratizar o acesso ao ensino superior significa, também, oferecer as condições mínimas para que um aluno consiga arcar com os custos indiretos de um curso superior. Os custos indiretos envolvem não apenas aqueles relacionados com transporte, livros, moradia, alimentação e etc. No caso específico da DIREITO GV, o curso em tempo integral impede que os alunos mantenham atividades profissionais nos períodos fora da sala de aula.

Para resolver esta questão, o Endowment DIREITO GV oferece aos alunos que apresentem comprovada necessidade financeira, bolsas manutenção no valor de até R$ 850,00 (oitocentos e cinqüenta reais) mensais. A bolsa manutenção auxilia o aluno a arcar com os custos indiretos do seu curso, liberando o tempo para que se dedique de forma integral à universidade.

A bolsa manutenção é um investimento do Endowment DIREITO GV nos alunos e no seu potencial de transformar a realidade brasileira. Por essa razão, a bolsa manutenção é não-reembolsável (o que significa que o aluno não tem a obrigação de devolver os recursos recebidos ao Endowment DIREITO GV ao término do seu curso de graduação).

Ary Oswaldo Mattos Filho

Possui graduação em Direito pela Universidade de São Paulo (1965), mestrado em Direito Comercial pela Universidade de São Paulo (1969), mestrado em Direito - Harvard University (1969) e doutorado em Direito Tributário pela Universidade de São Paulo (1973). Foi presidente da Comissão de Valores Mobiliários, membro do Conselho Monetário Nacional (1990-1992) e membro da Comissão de Privatização. Fundou a Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas - EDESP/FGV e foi seu diretor por 5 anos. É autor de inúmeros artigos publicados em periódicos especializados. Atualmente é professor titular da EDESP/FGV, árbitro do Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem e da Câmara de Arbitragem do Mercado, associado da Academia Brasileira de Direito Tributário e associado efetivo do Instituto dos Advogados de São Paulo.

Caio Mario da Silva Pereira Neto

 

Marina Moraes Abreu Ferreira

Possui graduação e licenciatura em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (1976) e especialização em Educação em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP (1979). Trabalhou nas Secretarias de Estado e Municipal da Saúde de SP (1981-1997). É consultora na área de saúde ocupacional de empresas.

Rafael de Almeida Rosa Andrade

Possui graduação em Direito pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (2009) e é mestrando em direito comercial na Faculdade de Direito da USP. É atualmente advogado associado ao escritório Stocche Forbes Advogados, atuando na área de fusões e aquisições e mercado de capitais. É co-autor do livro “Poder Judiciário e Desenvolvimento do Mercado de Capitais”, publicado em 2008 pela editora Saraiva, além de outros artigos publicados em periódicos especializados. Vencedor dos concursos de monografia promovidos pela BM&F Bovespa e pela Fundação Getúlio Vargas nos anos de 2007 e 2008. É membro da Ordem dos Advogados do Brasil e do Instituto dos Advogados de São Paulo.

Augusta Caldeira Mahfuz

Possui graduação em Direito e pós-graduação lato sensu em Tributação dos Negócios de Tecnologia e Propriedade Intelectual, ambos pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas - EDESP/FGV (2011). É membro da Ordem dos Advogados do Brasil, e atua como advogada na área de Direito Tributário.

Luisa Moraes Abreu Ferreira

Possui graduação em Direito pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas - EDESP/FGV (2009) e é mestranda em Direito Penal pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. É advogada e pesquisadora do Núcleo de Estudos sobre o Crime e a Pena da EDESP/FGV e autora de artigos publicados em revistas especializadas.

Oscar Vilhena Vieira

Possui graduação em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1988), mestrado em Direito pela Universidade de Columbia (1995), mestrado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (1991), doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (1998) e pós-doutorado pelo Centre for Brazilian Studies (St. Antonies College, Oxford University). É diretor da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas sendo também professor dessa Escola e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, temporariamente afastado da segunda. É diretor jurídico da Conectas Direitos Humanos. Sua experiência profissional abrange as áreas de Direito Constitucional, Teoria da Constituição, Direito e Desenvolvimento, Direitos Humanos, bem como tem se dedicado as questões relacionadas ao Estado de Direito.

Rafael de Almeida Rosa Andrade

Possui graduação em Direito pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (2009). É atualmente advogado associado ao escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice, atuando na área de fusões e aquisições e mercado de capitais. É co-autor do livro “Poder Judiciário e Desenvolvimento do Mercado de Capitais”, publicado em 2008 pela editora Saraiva, além de outros artigos publicados em periódicos especializados. Vencedor dos concursos de monografia promovidos pela BM&F Bovespa e pela Fundação Getúlio Vargas nos anos de 2007 e 2008. É membro da Ordem dos Advogados do Brasil e do Instituto dos Advogados de São Paulo.

Marcia Ferreira Alves

Formada em Pedagogia, tem experiência profissional em representação e vendas, na área administrativa de produtora de vídeo bem como em empresa de coletagem e serviços ambientais.

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